quarta-feira, 16 de setembro de 2009

LXXXII - A Raposa e a Cabra - Esopo e o PC


Saepe potestatem solita est superare voluntas
M
ais faz quem quer do que quem pode


Bem-vindos amigos e amigas. Fábula traduzida, provérbio e figuras escolhidos, sentei-me a teclar a última história deste espetacular livro. Repentinamente, pressenti atrás de mim - na poltrona do vô Ponzoni - uma vetusta¹ figura em toga² branca. Sorria e deu-me uma piscadela maliciosa, apontando para a CPU do meu computador. Fundiu tudo e a máquina apagou. Calafrios e pedidos de socorro. Enquanto o meu suporte técnico (sempre ele) providenciava conserto, fiquei matutando³ o ocorrido. Veio-me a inspiração... Claro, o dedo apontando para esta maravilhosa invenção. Ele quer continuar o 'dedo de prosa' com nossos leitores e fez de mim, seu instrumento. Vou pesquisar outras obras que porventura possam ter suas historietas a as trarei ao blog. Afinal, a conquista de 50 visitas diárias (em média), se deve a ele - Esopo.

Não prometo com a mesma velocidade de uma fábula por dia... veremos o que ocorre. ET - A fonte do pc torrou e teve que ser trocada... .

¹ adj. de idade muito avançada; antigo, velho - provindo de época remota; antigo .

² s.f. na Roma e Grécia antigas, peça do vestuário civil, espécie de capa ou manto de lã (posteriormente linho), amplo e longo, que se usava trançado sobre o corpo - vestimenta de magistrado; beca .

³ v. infrm. t.i.int. pensar demoradamente sobre algo; meditar, refletir ..

LXXXII - A Raposa e a Cabra

Por azar uma Raposa caiu num poço muito fundo, do qual ela não conseguia saltar fora. Uma Cabra passando logo depois, perguntou para a Raposa o que ela estaria fazendo ali embaixo. "Oh, você não ouviu?” disse a Raposa; “... aqui vai haver uma grande seca, assim eu saltei aqui embaixo para estar segura em ter água para mim. Por que você não desce também?" A Cabra pensou bem este conselho e pulou para dentro. Mas a Raposa saltou imediatamente em suas costas e pondo suas patas nos longos chifres, conseguiu alcançar a borda do poço. "Adeus, amiga," disse então a Raposa, "lembre-se da próxima vez",


"Nunca confie no conselho de quem está em dificuldades”.



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