sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LXXVIII - O Cavalo e o Asno

Pedibus timor addit alas
O medo põe asas nos pés


Bom dia caros leitores. É prerrogativa¹ de quem muito lê, escrever com facilidade. Aos nossos leitores mirins, faço um convite - sem compromisso -, o de colocar em seus roteiros de lazer, um ou outro livro, gibi, jornal ou revista. Quando se derem conta, estarão lendo avidamente² a vida de Napoleon Bonnaparte, Guerra e Paz, Irmãos Karamazov, etc, etc. As viagens são périplos³ indiscritíveis e as emoções virão à tona.

A fábula de hoje, repete de outra forma, a opção pelo que é SEGURO, em troca do que é OSTENTOSO, mas contém o perigo.
BOA LEITURA e até amanhã...

¹s.f. hist arql.vb. a tribo ou a centúria que votava primeiro - direito especial, inerente a um cargo ou profissão - privilégio ou vantagem que possuem os indivíduos de uma determinada classe ou espécie; apanágio, regalia.

² s.f. qualidade de quem é ávido - desejo inflamado, intenso.

³ s.m. viagem de circum-navegação em torno de um
país, de um continente - fig. viagem turística de longa duração.


LXXVIII - O Cavalo e o Asno


Um Cavalo e um Asno estavam andando juntos, o Cavalo empinando-se com seus belos arreios e o Asno carregando com dificuldade, uma pesada carga em seu costado. "Eu queria ser você,” suspirou o Asno; “... nada para fazer, bem alimentado, e toda esta ornamentação". No dia seguinte, porém, houve uma grande batalha e o Cavalo foi ferido de morte no ataque final do dia. Seu amigo, o Asno, passou por perto logo depois do embate e o encontrou morrendo. "Eu estava errado," disse o Asno:



“Melhor humilde em segurança que ornamentado no perigo”

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