quarta-feira, 31 de março de 2010

225ª - O Lobo e o Cavalo

Primum vivere, deinde philosophare
Primeiro viver, depois filosofar




Bom dia amigos! A f[abula de hoje, como a de ontem, mostra a melifluidade do predador quando objetiva seu intento egoísta. Esta imagem deve ser transferida para a realidade, com os atores que convivem, muitas vezes, ao nosso lado. Até amanhã...



225ª - O Lobo e o Cavalo


Um Lobo saindo de um campo de aveia conheceu um Cavalo e assim falou: “Eu lhe aconselharia que entrasse naquele campo. Está cheio de aveia, e convém dizer que eu sai deixando-o intato para você, como amigo e ouvir seus dentes mastigando, será um prazer". O Cavalo respondeu: “Se aveia fosse comida para os lobos, você nunca favoreceria suas orelhas à custa de sua barriga".


Moral:


"Homens de má reputação, quando executam uma ação boa, não adquirem crédito por isto.".

terça-feira, 30 de março de 2010

224ª - O Lobo e a Cabra

Lupus non curat numerum
Do número contado, come o lobo

Bom dia a todos! A fábula de hoje nos alerta oara a 'dissimulação', artifício extremamente utilizado pelos predadores. Com o intuito de alcançar seus próprios objetivos, egoisticamente, todo pretexto é válido, inclusive nosso perecer. Atenção aos detalhes, tornará nossa existência mais segura. Até mais...


224ª - O Lobo e a Cabra

Um Lobo viu uma Cabra que se alimentava no cume de um precipício íngreme, onde não teria nenhuma chance de alcançá-la. Então a chamou e calorosamente pediu-lhe para descer, evitando que, por algum infortúnio, fosse sofrer uma queda; acrescentando que os prados se espraiam onde ele estava parado e que a grama estava muito tenra. Ela respondeu: “Não, meu amigo, não é de mim que você está pensando, mas de você”.

Moral:
"Convites incitados pelo egoísmo não devem ser aceitos.".

segunda-feira, 29 de março de 2010

223ª - O Javali Selvagem e a Raposa - 'Puzzle'

Tela nocent levius, visa venire prius
Homem prevenido vale por dois


Bom início de semana a todos! A fábula de hoje nos mostra a previdência e o quanto é importante em nossos viveres. O ' deixar para depois' tem u preço caro. A prosa ESSES OLHOS VIRAM... traz hoje uma diversão.Bom passatempo pessoal.


...este 'puzzle' de 1872 e divirtiram-se muito. Este puzzle de Currier e Ives é intitulado 'A Raposa Confusa': Ache um Cavalo, um Cordeiro, umJavali Selvagem, os rostos de Homens e Mulheres. Há oito faces humanas e de animais escondidas na cena. Você pode os achar?
Ironicamente, os pássaros na esquerda superior desapareceram agora - eles são pombos de passagem.


















223ª - O Javali Selvagem e a Raposa


Um Javali Selvagem estava afiando suas presas, raspando-as contra uma árvore, quando um

a Ra

posa veio e lhe perguntou: “Por que faz assim senhor javali? Não vejo nenhuma razão para isto, pois não há caçadores ou cães de caça perseguindo-o, nem qualquer outro perigo que eu possa ver,".

"Verdade,” respondeu o Javali; “... mas quando o perigo surgir, terei qualquer

outra coisa a fazer, menos afiar minhas armas".


Moral:


"Será muito tarde afiar a espada quando o clarim soar a retirada.".

sexta-feira, 26 de março de 2010

222ª - O Asno Selvagem e o Leão

Omnia bona sunt, clausula quando bona est
Bem está o que bem acaba




Bom dia amigos! A fábula de hoje, é recorrente com seus personagens, mensagem moral e sentido ético. Certamente fruto da historieta original, contada lá no início deste blog. Preservando a integridade da obra, também foi traduzida e fará parte deste conjunto. Até mais...


222ª - O Asno Selvagem e o Leão

Um Asno Selvagem e um Leão fizeram uma aliança onde poderiam capturar as feras da floresta com a maior facilidade. O Leão concordou em ajudar o Asno Selvagem com sua força, enquanto o Asno Selvagem garantiria para o Leão o benefício de sua maior velocidade. Quando eles já tinham apanhado tantos animais quantos suas necessidades requeriam, o Leão empreendeu a distribuição das vítimas e com este propósito, dividiu tudo em três partes. "Eu levarei a primeira parte," disse ele, "... porque eu sou o rei: a segunda parte me pertence, como seu sócio na perseguição: e a terceira parte (me acredite) será uma fonte de grande mal para você, a menos que a resigne de boa vontade para mim e fuja tão rápido quanto possa".


Moral:

"A força gera o direito.".

quinta-feira, 25 de março de 2010

221ª - A Viúva e a Ovelha - 'Os nomes de Disney'

Lanam petierat, ipseque tonsus abiit
Buscar lã e veio tosquiado


Bom dia a todos amigos. A fábula dae hoje nos mostra a ganância em sua forma extremada. Nada ganhamos quando a sovinice orienta nossos atos. Esta historieta certamente inspirou centenas de autores e os personagens consagrados, de Dickens a Disney... e por falar nisto, ESSES OLHOS VIRAM...


... há muito tempo a mudança dos nomes adotados pelos personagens da Duckburg (Patolândia) no Brasil.

A miragem destes nomes, vertidos à língua portuguesa tem pecadilhos. Nos primeiros saberes da língua inglesa, ao conhecer os verdadeiros nomes de batismo deles, fiquei com uma dívida com tão queridos companheiros: divulgar seus nomes, com a versão mais fiel do significado. Se eu conseguisse um só leitor saber que - por exemplo -, tio Patinhas não é senão Sovina McPato, já terei feito bastante. Comparem as três colunas e vejam a graça dos nomes oficiais.

HUEY, DEWEY, LOUIE – Huguinho, Zezinho e Luisinho – Nomes próprios (sem versão)

SCROOGE McDUCK – Tio Patinhas - Sovina MacPato

GYRO GEARLOOSE – Professor Pardal – Gyro - EngrenagemSolta

DUFFY – Pateta - Pateta

DONALD DUCK – Pato Donald – Pato Donald

GRANDMA DUCK ELVIRA – Vovó Donalda – Vovó Pata Elvira

DAISY DUCK – Margarida – Pata Margarida

GLADSTONE – Gastão – Gladstone (nome próprio)

GUS GOOSE – Gansolino – Ganso Gus

LITTLE HELPER – Lampadinha - Ajudantezinho

CLARABELLE COW – Clarabela – Vaca Clarabelle

LUDWIG VON DRAKE – Professor Ludovico – Ludwig Von Drake (nome próprio)

PLUTO – Pluto - Pluto

MINNIE – Minnie - Minúscula

MICKEY MOUSE - Mickey Mouse – Rato Mickey


A curiosidade maior fica por conta do nome adotado no Brasil para Gyro – o Professor Pardal -, quando sua figura nada tem a ver com um pardal (sparrow). Explica o próprio Disney: ‘Gyro Gearloose is a fictional character, an anthropomorphic chicken created by Carl Barks for The Walt Disney Company. – Gyro EngrenagemSolta é uma figura de ficção, um frango antropomórfico - com formas humanas – criado por Carl Barks para os Estúdios Walt Disney..

E por aí vamos... Aos pequenos, resguardamos suas fantasias, mas quando grandes, como seria bom saber a real nominação.Até mais...


221ª - A Viúva e a Ovelha

Havia certa vez uma viúva que tinha apenas uma única Ovelha. Desejando fazer o máximo de lã, de sua tosquia, ela cortou tão rente da pele que a machucou severamente, manchando de sangue a lã. A Ovelha, lacerada por tamanha sovinice, reclamou: "Por que você me tortura assim? O que acrescentará meu sangue ao peso da lã? Se quer minha carne, a Senhora chame o Açougueiro que me tirará imediatamente desta miséria; mas se quiser apenas minha lã, chame o Tosquiador que a cortará sem puxar meu sangue”.


Moral:


"A economia pode ser levada longe demais.". .



quarta-feira, 24 de março de 2010

220ª - A Viúva e suas Raparigas - 'Minhas Ruas'

Labor ubique est
Aonde irá o boi que não are?




Bom dia a todos: A fábula de hoje, é mais uma das transições que através dos tempos trazem lições preciosas. A moral é clara: nada de subterfúgios para escapar do dever, pois como parte de um todo, cada um tem sua parte. A prosa de hoje fica por conta de um saudosismo das ruas, de madrugada, quando jovem eu ainda andava a pé pelas minhas.

MINHAS RUAS - Accorsi jc

Ruas à noite na minha cidade,
repousam desertas, solitárias,
transpirando felicidade,
às luzes abraçadas... ordinárias.

Luzes sempre solertes e frias,
sem ânsia por clarear calçadas,
estas, loucas por suas carícias,
pois no alvor, só vidas agitadas.

Bulir das gentes bisonhas,
que sonhares levam de roldão,
pois rua também sonha,
para olvidar a solidão.


220ª - A Viúva e suas Raparigas

Uma Viúva, apaixonada por limpeza, tinha duas donzelas para cuidar dela. Ela tinha no hábito de despertá-las pela manhã, bem cedo, após o cantar do galo. As moças, entristecidas por tamanha carga de trabalho, resolveram matar o galo que as despertava ainda madrugada a patroa. Quando eles tinham feito isto, viram que ao invés de eliminar a dificuldade delas, ao contrário, pois a patroa não ouvindo mais o galo, não podia controlar o tempo e assim, as despertava para os seus trabalhos, ainda no meio da noite.

Moral:
"Atos ilegais só para fugir da obrigação, só aumentam nossas dificuldades!".

terça-feira, 23 de março de 2010

219ª - A Videira e a Cabra

Ventum qui seminat, turbinem metet
Quem semeia ventos colhe tempestades



Bom dia amigos! A fábula de hoje é sobre a impunidade. Nada do que façamos para prejudicar alguém, ficará sem resposta, cedo ou tarde, de uma forma ou de outra. Olhar onde pisamos, o que dizemos e como agimos, será uma excelente forma de preservar a convivência pacífica entre os seres..


219ª - A Videira e a Cabra

Uma Videira estava exuberante na época da vindima, com frondosas folhas e saborosos cachos de uvas. Uma Cabra, passando por ali, lambiscou e mordiscou seus brotos e folhas tenras. A Videira disse: "Por que você me prejudica assim comendo minhas folhas? Não há nenhuma réstia de grama jovem por aí? Lembre-se que não terei que esperar muito tempo por minha vingança; pois se você agora comer minhas folhas, cortando até minha raiz, ainda assim proverei o vinho para verter sobre você, quando estiver sendo conduzida como vítima de oferenda ao sacrifício”.


Moral:


“A retribuição é certa.".



segunda-feira, 22 de março de 2010

218ª - Os dois soldados e o Ladrão - 'O Brinco' 2/2

Cena comessa venire
Chegar ao atar das feridas


Bom início de semana a todos! A fábula de hoje, traz um assunto já visto em outras historietas, ou seja, a pretensão de coragem após o fato estar resolvido. A moral que ela traz, deve fazer parte de nossas existências. A prosa ESSES OLHOS VIRAM... conclui a narrativa sobre o brinco perdido. BOA LEITURA e até amanhã...

...Corri fechar a torneira da pia e imediatamente retornei ao sifão. Tal um minerador vasculhei cada milímetro quadrado e. nada do brinco. Não desanimei, deveria haver alguma forma de remeter este bendito para fora da rede de canos, ao menos até o sifão, pois dali em diante ele não passaria Dei início a uma série de idéias correlatas, até deixando a imaginação fluir solta, feita correnteza de um riacho. Então, surgiu uma luz, como o professor Pardal antes de uma invenção. Apanhei o aspirador de pó para verificar sua possibilidade. Toda bomba de sucção – princípio básico do aspirador de pó – remete o ar para fora do sistema quando ativada. Se observarem o fundo de um aparelho aspirador, em funcionamento, sentirão o ar sair com extrema velocidade por um orifício. Esta saída, geralmente pode acoplar a mesma mangueira que succiona o pó, invertendo o efeito, ou seja, em vez de aspirar vai soprar. Com efeito, fiz a adaptação e coloquei a outra extremidade da mangueira no ralo da pia, não sem antes correr um pouco de água. Firmei e liguei a máquina. Um jorro de ar, gigantesco, penetrou na rede hidráulica, empurrando tudo que havia ali. Ouvi a água bater com enorme força no sifão do box e repentinamente, um tilintar soou em meus ouvidos, como um acorde de Frédéric Chopin, na sua mais linda Serenata. Desliguei tudo e corri até o box olhar no sifão. Ali estava ele - cintilante - dentro da água como a sorrir, alegre e aliviado por sair do túnel escuro. Senti a felicidade dos velhos garimpeiros no oeste norte-americano, quando no Rio Colorado, descobriam pepitas de ouro. Minha idéia funcionou perfeitamente. E o brinco? Daí alguns meses foi furtado por uns pivetes, juntamente com o par. A sensação então, pode ser traduzida pelo antigo adágio: ‘O homem põe e Deus dispõe’, verdadeira espada de Dâmocles sobre nossas cabeças.




218ª - Os dois Soldados e o Ladrão

Dois Soldados viajavam juntos, quando foram surpreendidos por um Ladrão. Um deles fugiu imediatamente; o outro ficou ali firme a se defender com sua mão direita forte. O Ladrão foi abatido e o companheiro tímido, volta correndo e puxa a sua espada e aprumando seu agasalho de viagem, diz: “Eu vou até ele e tomarei cuidado para que aprenda quem o enfrentou”. Nisto, o soldado que havia lutado com o Ladrão respondeu: "Eu só desejaria que você tivesse me ajudado, ou até mesmo, só estivesse comigo dizendo tais palavras, porque eu teria sido encorajado, acreditando ser verdade; mas agora, guarde sua espada na bainha e segura tua língua igualmente inútil, pois você poderá enganar quem não te conhece. Realmente, eu que vi com que velocidade fugiu, sei bem que nenhuma dependência pode ser colocada a teu favor”.

Moral:

"Quando um covarde é descoberto, suas pretensões de valor são inúteis.".

sábado, 20 de março de 2010

217ª - As duas Cabras - 'O Brinco' 1/2


Laedere facile, mederi difficile
É mais fácil rasgar que costurar


Bom sábado caros amigos e amigas! Nossas boas vindas ao Ricardo, mais um combatente desta nossa alegre 'Armatta di Brancaleone'. A fábula de hoje é sucinta mas vai direto ao ponto. O egoísmo, como culto do próprio ego só nos leva às correntezas fatais da vida. Lição ótima. A prosa ESSES OLHOS VIRAM... trará um episódio insólito aacontecido há vários anos e que guardei na memória. BOA LEITURA e até segunda.


...

... A pia do banheiro ali, impassível a me desafiar. O ralo com sua entrada para o cano de escoamento, rumo ao desconhecido. Se eu tivesse um raio redutor talvez pudesse descê-lo e apanhar o que caíra ali Um brinco com sete brilhantes em forma de estrela. As lástimas eram tocantes, mas estes imprevistos acontecem a todos os momentos. Pouco resolveria 'chorar as pitangas'. O cérebro de engenheiro começou então a zunir, avaliando todas possibilidades. Em ouro branco, não haveria ímã que o trouxesse de volta. Anzol pequeno, não teria peso para encontrar e fisgar o dito brinco. Aspirar, nem pensar, pois não haveria sucção com força suficiente de arrastá-lo cano acima. Um mapa fictício da rede hidráulica do banheiro desenhou-se em minha mente. Da pia, junção de rede com o lava-pés, ambos seguindo rumo ao sifão do ralo no box. Com exceção do vaso sanitário, esta era a única forma de hidráulica possível. Até mesmo o ruído da água escorrendo, confirmava esta planta. Fui ao box e tirei seu ralo. Ali estava a água correndo vindo da pia. Pensei: ‘O brinco está no fundo do sifão!’.


TO BE CONTINUE


217ª - As Duas Cabras


Duas Cabras começaram ao mesmo tempo, de extremidades opostas, cruzarem uma rude ponte que só era larga o bastante para um só cruzá-la por vez. Encontrando-se no meio da ponte, e não havendo modos para passarem elas chocaram os chifres e lutaram pela preferência da vez, até que, caíram na correnteza do rio e foram submergidas.


Moral:


"Quem tudo quer tudo perde.".




sexta-feira, 19 de março de 2010

216ª - As duas Rãs - 'Tiro ao Alvo'

Hic haeret aqua
Aqui está a água


Bom dia a todos amigos do blog! A fábula de hoje, traz a mensagem intrínseca da necessidade imperiosa em análisar bem a decisão antes de qualquer atitude. Superestimar ou subestimar os resultados de um ato, fugindo da observação real, só nos traz desgostos. Bela lição. A prosa ESSES OLHOS VIRAM... faz um passeio aos felizes tempos da infância-juvenil, quando e onde tudo podíamos com a força da nossa imaginação. Boa leitura...

...e adoraram a barraca de tiro ao alvo. De madeira, acanhada e com sufocante perfume de amônia a circundá-la. Devia servir de apoio aos 'bebuns' da madrugada fazerem do barranco onde estava, mictório público. Ficava em frente ao extinto Cine Real aqui na cidade. Era diversão pura sopesar as carabinas de ar comprimido e bancar Tom Mix, Roy Rogers, Cavalheiro Solitário ou Cavalheiro Negro a debandar índios e bandidos. Os prêmios aos bons no tiro ficavam ali pendurados, como iscas atrativas, mas pouco importava – a mim pelo menos -. Alguns trocados e lá ía, antevendo a diversão. Eram três alvos dispostos em pequenas tabuletas bem ao fundo da barraca. Valia a soma total dos pontos nos três, para cada tentativa. No início, eu não percebera, mas aos poucos fui dominando a técnica. Em primeiro lugar, cada carabina tinha sua 'manha'. Então, sempre escolhia a mesma, uma com coronha em madeira bem clara. Depois, aprendi a observar a leve curva com que a pluma desviava sua trajetória. Era sempre o mesmo arco, possível de acompanhar pelo contraste da pluma voando rumo ao alvo, em contraste contra o fundo escuro da barraca, Aos poucos e após muitas tentativas, aprendi compensar o desvio, já que em altura, a trajetória não variava. Os alvos começaram a ser atingidos em cheio, no centro. O responsável contava os pontos e algo enraivecido colocava os prêmios ganhos: uma régua escolar, lápis e borracha. Acabado o dinheiro, ficaria para uma próxima vez a continuidade da matança. Com algum troco novo, lá ia eu acabar com os facínoras. Quando o rapaz me viu, senti um sorriso malicioso. Pedi a carabina de coronha clara. Armada, feita a mira, disparei... Errei até a madeira do alvo, vendo a altura do disparo totalmente incongruente com o cuidadoso mirar. Gastei os demais tiros com pontuações medíocres. Algo havia ocorrido. Foi quando observei a mira, aquela escadinha que fica junto à coronha, servindo do guia para a alça na ponta do cano, totalmente fora do calibre conhecido, no último degrau da escala, quando deveria estar no primeiro. Ingenuamente pedi para o rapaz ajustar. Ele apanhou a carabina, guardou-a e avisou: “Tu é de ‘menor’. Vá embora ou chamo o JUIZADO”. O mundo perdeu um excelente atirador, mas ganhou um bom observador...




216ª - As Duas Rãs.

Duas Rãs usufruíam da mesma poça de água. Esta secando devido ao calor de verão, forçou-as deixaram o lugar e partirem juntas em busca de outra para moradia. Como elas foram tão longe optaram por escolher uma bem profunda, com ótima fonte de água, e ao encontrar uma, uma das Rãs disse para a outra: “Deixe-me entrar e ver bem se nosso domicílio ficará bem neste local". A outra respondeu com muita precaução: “Mas você supõe que a água possa nos faltar?” -“Como poderemos repor tanta água assim se vier a nos faltar?”.

Moral:

"Não faça nada sem considerar as conseqüências.".

quinta-feira, 18 de março de 2010

215ª - Os Viajantes e a Árvore - 'A Pescaria' 2/2


Gratia gratiam parit
Gentileza gera gentileza


Bom dia a todos! A fábula de hoje mostra a ingratidão e como ela se origina muitas vezes da gratuidade. Saber valorizar mesmo o que nos é dado sem ônus, é uma virtude ética. A prosa ESSES OLHOS VIRAM... conclui a pescaria. Bom divertimento!


...era o término do culto religioso dominical vespertino. Pelas ruelas laterais que cercam o templo, uma multidão se escoava lentamente. Eu ali, impassível na janela do apartamento, equivalente ao terceiro andar, com o caniço erguido, molinete travado e chumbada balançando no ar. Até então, não havia reparado nas pessoas se acotovelando para ver o inusitado. O local da fisgada no tapete – pensei – seria de um lance único, pois o peso daquele monstro ultrapassava e muito o de cações bem avantajados. Não poderia haver qualquer titubeio, nem fisgar em qualquer lugar, havendo uma única oportunidade para cravar o anzol. Balançando com cuidado o chumbo, mirei a lateral exposta em sua extremidade, pois ali o peso seria menor ao erguê-lo. LANCEI E FISGUEI. Um ‘oh!' dos transeuntes chamou-me a atenção. Eram dezenas de pessoas ali paradas me observando Sorri encabulado. Destravei a carretilha e comecei a rolar o molinete. Lentamente. A ponta do tapete ergueu-se, cumprimentando a todos. Senti o enorme peso envergar o caniço. O suspense estava instaurado. Até o momento em que tapete estava metade apoiado à marquise, tudo parecia ir bem. Ao sair todo do chão, senti que não haveriam facilidades. O vento uivava. Parei de içar e trouxe o caniço para dentro do apartamento. Dali em diante, seria na unha e na linha mesmo. Foram minutos de movimentos cuidadosos até tê-lo nas mãos, incólume e intacto. Os aplausos foram tão espontâneos que agradeci abanando às pessoas que sorriam. A vida é feita destes pequenos retalhos não é mesmo?



215ª - Os Viajantes e a Árvore


Dois Viajantes, exaustos pelo calor do sol de verão, se colocaram ao meio-dia debaixo das largas ramas que se espalhavam de uma Árvore. Como eles descansaram à sua sombra, um deles disse ao outro: "Isso que é um desperdício de árvore! Não produz nenhuma fruta e não serve para a menor utilidade”. A Árvore, interrompendo-o disse: “Você, meus companheiros ingratos! fazem de mim local de descanso e sombra e ainda ousam me descrever como inútil, e improdutiva”?

Moral:

"Alguns menosprezam as melhores bênçãos porque elas vêm sem custo nenhum!".



quarta-feira, 17 de março de 2010

214ª - A tartaruga e os dois Patos - 'A pescaria' 1/2

Balbus balbum rectius intellegit
Sabido é andar com seus semelhantes


Bom dia amigos! A fábula de hoje nos mostra a importância
da discrição em nossas vidas. A prosa ESSES OLHOS VIRAM... retorna contando outro episódio insólito acontecido. Boa leitura.


...a pescaria! Data e hora: um domingo de fevereiro em 1977, as 17h45min. Local: Florianópolis, ao lado da Catedral Metropolitana no centro da bela capital catarinense, num imponente edifício de um banco estadual. Lá estava ele a me olhar, zombeteiro. Havia caído na marquise entre o mezanino e o térreo do prédio, como se escapando com sucesso das batidas que eu lhe dava para aprumá-lo e tirar-lhe algum resquício de sujeira. Mesmo distante uns dez metros abaixo, não perdera sua imponência. Talvez o amarrotado da queda, lhe ferira um pouco o orgulho. Era um imenso tapete estilo persa, com quatro metros de comprimento por três de largura. Ali, inerte e todo amontoado, estava fora do meu alcance. Fiquei a admirá-lo, ensimesmado como recuperá-lo. Sairíamos da cidade, em retorno de férias, na madrugada seguinte. O tempo andava ameaçador com tempestade para qualquer momento. O banco só reabriria pela metade da manhã seguinte. Deixá-lo ali – exposto - nem pensar, pois seria uma desfeita à cunhada que havia cedido o apartamento para um período perfeito de lazer. Nestas horas, o cérebro fervilha e soa como uma fábrica. Uma luz me avisou: ‘eu havia visto no depósito das vassouras, uma belíssimo caniço em fibra de vidro, com grossa linha de nylon para pescas em alto-mar, anzol próprio para cações e magnífica chumbada!’. Meu concunhado que me perdoasse qualquer dano, mas eu não tinha escolha.

TO BE CONTINUED


214ª - A Tartaruga e os Dois Patos

Uma Tartaruga, cansada de sua humilde casa, resolveu visitar terras estrangeiras, mas não sabia de qual modo iria. Ela conversou com dois patos para lhe mostrarem a estrada e eles lhe falaram que a melhor maneira era viajar pelo ar. De tanto implorar suas ajudas, eles fizeram com que ela agarre uma vara com sua boca e assim eles elevaram-na até o alto. Como eles voavam juntos, as pessoas boquiabertas em baixo, gritavam à vista do espetáculo. A tartaruga confundiu os gritos com aplausos. "Eu seguramente sou uma rainha," disse ela. Mas ao abrir seu bico para falar, perdeu o cabo da vara, caindo ao chão, ficando em pedaços.

Moral:

"Aqueles que não podem andar por si, devem ficar em casa.".

terça-feira, 16 de março de 2010

213ª - Os Três Negociantes


Cogitationis poenam nemo patitur
O pensamento é livre


Bom dia a todos! A fábula de hoje é mais uma daquelas que não passariam pelo crivo de ser compilada por Esopo. Traz porém, uma bela mensagem, mostrando a natureza himana voltada para o 'cada um por si e os deuses por todos'. Desde tempos imemoriáveis esta máxima se mantém inalterada. Indica o quão complexo é o altruísmo. Bim proveito e até amanhã...


213ª - Os Três Negociantes


Na antiguidade uma grande cidade foi sitiada pelo inimigo e seus habitantes foram chamados para considerar os melhores meios de se protegerem. O Pedreiro presente recomendou o uso de tijolos, pois eles dispunham do melhor material para uma resistência eficaz. O Carpinteiro, por sua vez e com igual energia, recomendou a madeira como proposta, sendo ela um dos métodos preferível para defesa. Pois um Curtidor estava de pé ali perto disse: “Senhores, eu difiro completamente de ambos, não há nenhum material para resistência igual a uma coberta de peles e nada tão bom como o couro”.

Moral:


"Cada um negocia por seu próprio negócio.".



segunda-feira, 15 de março de 2010

212ª - O Pombo Sedento

Pes sic tendatur, ne lodix praetereatur
Cada qual estenda a perna até onde alcança a coberta


Bom início de xemana a todos! A fábula de hoje traz o teor de um conceito ético bem atual: A pressa á mãe da imperfeição. Simples, direta e oportuna. Até amanhã...

212ª - O Pombo Sedento

Um Pombo, oprimido por sede excessiva, viu um vaso de água pintado em uma tabuleta. Não percebendo que aquilo era apenas uma pintura, voou até ele com grande estardalhaço, tão bruscamente que suas asas colidiram contra a tabuleta, chocando-se terrivelmente nela. Tendo quebrado as suas asas, caiu ao chão e ali, foi pego por um dos passantes.

Moral:

“O zelo não deve correr mais que a discrição".

sábado, 13 de março de 2010

211ª - O Ladrão e o Cão de guarda

Canis festinans caecos catulos parit

Cachorro, por se avezar, nasceu com os olhos tapados


Bom sábado amigos! A historieta de hoje mostra a fidelidade que devemos ter aos nossos conhecidos e protetores. A moral deste conto diz bem o quanto é valioso dessconfiar de súbitas cortesias. Parece um filme diário visto por nós neste país, não é mesmo? Votos de um fim-de-semana reparador. Até mais...


211ª - O Ladrão e o Cão de guarda


Um Ladrão foi arrombar uma casa à noite. Ele trouxe consigo várias fatias de carne que poderiam pacificar o cão de guarda, de forma que seu dono não deveria se alarmar com os latidos. Como o ladrão lhe lançou os pedaços de carne, o cachorro disse: "Se você pensa calar minha boca, relaxando minha vigilância, ou até mesmo, para ganhar minha consideração por estes presentes, você está grandemente equivocado. Tal bondade súbita de suas mãos só me fará mais alerta, para que eu não caia na farsa destes favores inesperados, pois você teria outros propósitos para realizar em seu próprio benefício e para o prejuízo de meu dono. Além disto, esta não é a hora que eu normalmente sou alimentado, o que me faz suspeitar ainda mais de suas intenções".


Moral:


"Aquele que oferece suborno, necessita vigilância para com suas intenções, pois elas não são honestas.".




sexta-feira, 12 de março de 2010

210ª - O Cisne e o Ganso

Bene qui latuit bene vixit
Quem se esconde bem vive bem


Bom dia amigo! A fábula de hoje mostra como certas virtudes podem ser úteis para livrar-nos das encrencas. Cultivá-las só rendem bons resultados. Até amnhã


210ª - O Cisne e o Ganso

Certo Homem muito rico comprou no mercado um Ganso e um Cisne. Ele engordou um para a sua mesa e alimentava ao outro por causa de seu canto. Quando chegou o tempo de abate do Ganso, o cozinheiro veio levá-lo à noite, ainda escuro e ele não pôde distinguir uma ave da outra, e pegou o Cisne ao invés do Ganso. O Cisne, ameaçado pela morte, iniciou a cantar e assim se fez conhecer pela sua voz preservando sua vida pela melodia.

Moral:

"Doces palavras podem nos salvar do perigo, enquanto palavras severas falham.".

quarta-feira, 10 de março de 2010

209ª - A Andorinha e o Corvo


E squilla non nascitur rosa
Não pode o ulmeiro dar peras

Bom dia! A fábula de hoje concentra em suas poucas palavras a síntese de que nem tudo que é belo, tem serventia plena. Bela lição!



209ª - A Andorinha e o Corvo


A Andorinha e o Corvo tiveram uma contenda sobre suas plumagens. O Corvo acabou com a disputa dizendo: "Suas penas estão todas muito bem na primavera, mas as minhas me protegem contra o inverno".


Moral:


"Amigos apenas nos bons tempos, não têm muito valor.".




terça-feira, 9 de março de 2010

208ª - O Veado, o Lobo e a Ovelha

Annosa vulpes non capitur laqueo
Raposa velha não se deixa apanhar em laço


Bom dia a todos! A fábula de hoje, conta como devemos analisar todos fatores antes de qualquer decisão. Este tipo de antevisão é capaz de nos livrar das mais imprevistas situações. Bom proveito...


208ª - O Veado, o Lobo e a Ovelha.

Um Veado pediu para uma Ovelha emprestar-lhe uma porção de trigo, dizendo que o Lobo daria a sua garantia. A Ovelha, temendo alguma fraude sendo planejada, se desculpou, dizendo: "O Lobo é acostumado a apanhar agarrar o que quer e escapar, e você, também, pode fugir rapidamente em seu passo rápido. Como eu farei então o achá-los quando o dia do pagamento chegar?".

Moral:

"Dois pretos não fazem um branco.". Trad. do original*
"Dois perversos não fazem um bom.”. - Versão do tradutor


* Moral:
Two blacks do not make one white.

segunda-feira, 8 de março de 2010

207ª - O Veado e a Corça


Bom início de semana. A fábula de hoje mostra a fanfarronice de alguns e a transformação em covardia. Geralmente as gabolices se desmascaram ao primeiro contratempo. Um exemplo de como não se comportar. Até amanhã...


Cogitationes posteriores sunt saniores
Os pensamentos posteriores são sempre melhores




207ª - O Veado e a Corça

Um Veado, já idoso e ruim, estava escoiceando como de costume e chifrando com sua galhada e berrando tão terrivelmente que o rebanho inteiro estremecia com medo dele; quando uma das pequenas corças, surgindo, falou assim: "Ora, qual é a razão para que você, tido e sido tão formidável nestes momentos, ao ouvir os cães de caça, fica pronto para saltar fora da pele de tanto medo?”.

"O que você observa é verdade”, respondeu o veado, "entretanto eu não sei responder por isto. Eu realmente sou vigoroso e capaz de, freqüentemente, resolver que nada espantará minha coragem. Eu, logo ao ouvir o latido de um cão de caça, meu espírito fraqueja e eu não posso fazer nada mais que correr para longe, tão rápido quanto minhas patas possam me levar!".

Moral:

"Os maiores fanfarrões são os maiores covardes.”

sábado, 6 de março de 2010

206ª - O Cervo Adoentado - 'Duelo Artístico' Peixoto JL

Amicitia inter pocula contracta plerumque vitrea
Amizade de mesa, não é de firmeza



Bom sábado! A historieta de hoje mostra o egoísmo na forma cruel. Quando todos pensam em sim alguém sai perdendo. O altruísmo é uma das virtudes em extinção. Recuperar este sentimento é tarefa das pessoas especiais. Hoje edito o ppoema de JL Peixoto, criado ainda em sua juventude, mas revelando a capacidade artística deste autor. BOA LEITURA e até mais...

DUELO ARTÍSTICO

Que importa se morrem?
Que importa se crianças,
de barriga grande, deitam espumas,
de tantas cores, pelas bocas?
Só as cores importam.
Qual será a cor das espumas angolanas?
Será castanho frio no zinco castanho quente?

Que importa?
Só o amor importa.
O nosso amor,
o nosso amor pela nossa vizinha.
Nasce-me água na boca,
(água, não espuma),
porque a nossa vizinha é óptima.
A nossa vizinha é soberba.
Certamente existe um Deus, senão,
Como poderia existir a nossa vizinha?

José Luís Peixoto




206ª - O Cervo Adoentado

Um cervo adoentado repousava deitado num canto do seu solo de pastagem. Os seus companheiros vieram em grande número para perguntar por sua saúde e cada um saia comendo uma parte da comida, colocada ali para a sua subsistência. Ele veio a perecer, não da sua moléstia, mas da incapacidade dos meios de sobrevivência.

Moral:
“Maus companheiros mais trazem a dor que a cura.".

sexta-feira, 5 de março de 2010

205ª - O Pastor e o Lobo


Vincere cor proprium plus est quam vincere mundum
Quem se vence, vence mais que ao mundo



Bom dia amigos! A fábula de hoje, conta da imprevidência com que somos acometidos às vezes. Uma destas é o ensinar ou repassar defeitos, imperfeições graves, tendências ou deformação moral.. A disposição natural para praticar o mal e cometer ações contra a moral, o agir depravado, deve ser curado e não ensinado. A simplicidade da fábula esconde um dos maiores problemas da humanidade. Pensem bem! Amanhã voltaremos...



205ª - O Pastor e o Lobo

Certa vez um Pastor encontrou um filhote de Lobo e o apanhou para criar. Depois de um tempo ensinando-o a roubar os cordeiros dos rebanhos vizinhos, O Lobo mostrou-se um hábil aluno. Um dia o Lobo falou ao Pastor: "Considerando que você me ensinou a roubar, mantenha olho vivo e aguçado ou perderá alguns cordeiros do seu próprio rebanho”.

Moral:

"Os vícios que ensinamos podem ser praticados contra nós mesmos.".

quinta-feira, 4 de março de 2010

204ª - O Pastor e a Ovelha - Tarzan 2/2



Bom dia amigos do blog. A fábula de hoje nos fala da ingratidão - mesmo involuntária -, e da dor que causa. Cuidar para não sermos ingratos ajudará nossas relações. A prosa ESSES OLHOS VIRAM... conclui o assunto de ontem, com a relação das obras de Edgar Rice Burroughs, quanto ao Tarzan. Boa leitura e até amanhã. A capa é do romance do primeiro romance, já em edições subseqüente de 1914.

...Dos 25 títulos originais, dezoito livros de Tarzan foram publicados no Brasil pela Cia. Editora Nacional a partir de 1933, na lendária coleção Terramarear. As traduções foram feitas por importantes escritores, como Monteiro Lobato, Godofredo Rangel, Manuel Bandeira e outros. Na década de 1970, a Editora Record relançou desses oito volumes, com capas de Burne Hogarth. Já em Portugal, a editora Portugal Press, de Lisboa, editou a obra completa do herói.

Além dos livros ditos, Burroughs publicou também uma obra dedicada especificamente ao público adolescente: Tarzan and the Tarzan Twins, de 1936, constituído pelas histórias: "The Tarzan Twins" e "The Tarzan Twins with Jad-Bal-Ja, The Golden Lion.
Fica aqui minha homenagem a este autor, do qual voltarei a falar oportunamente sobre outras obras, inclusive a iniciação da ficção científica, do qual ele é um dos pais.

A ordem será:

Título original - Título no Brasil - Título em Portugal - Ano de Publicação

Quando houver apenas um título em português, será o lançado em Portugal, não sendo editado no Brasil.

Tarzan of the Apes - Tarzan, O Filho das Selvas - Tarzan dos Macacos 1912
The Return of Tarzan, A Volta de Tarzan, O Regresso de Tarzan 1913
The Beasts of Tarzan, As Feras de Tarzan, As Feras de Tarzan 1914
The Son of Tarzan, O Filho de Tarzan, O Filho de Tarzan 1915
Tarzan and the Jewels of Opar, O Tesouro de Tarzan, Tarzan e as Jóias de Opar 1916
Jungle Tales of Tarzan, Tarzan na Selva, Tarzan na Selva 1917
Tarzan, The Untamed - Tarzan, O Destemido - Tarzan, O Indomável 1919
Tarzan, The Terrible -Tarzan, O Terrível - Tarzan, O Terrível 1921
Tarzan and the Golden Lion, Tarzan e o Leão de Ouro, Tarzan e o Leão de Ouro 1922
Tarzan and the Ant Men, Tarzan e os Homens Formigas, Tarzan e os Homens Formiga 1924
Tarzan, Lord of the Jungle -Tarzan, O Rei da Jângal -Tarzan, O Rei da Selva 1927
Tarzan and the Lost Empire, Tarzan e o Império Perdido, Tarzan e o Império Perdido 1929
Tarzan at the Earth's Core, Tarzan no Centro da Terra, Tarzan no Centro da Terra 1930
Tarzan, The Invincible - Tarzan, O Invencível - Tarzan, O Invencível 1930
Tarzan Triumphant, Tarzan Triunfante - Tarzan, O Triunfante 1932
Tarzan and the City of Gold, Tarzan e a Cidade de Ouro, Tarzan e a Cidade de Ouro 1932
Tarzan and the Lion Man, Tarzan e o Homem Leão 1933
Tarzan and the Leopard Men, Tarzan e os Homens Leopardos Tarzan e os Homens Leopardo 1935
Tarzan's Quest, A Busca de Tarzan 1935
Tarzan, The Magnificent - Tarzan, O Magnífico - Tarzan, O Magnífico 1936
Tarzan and the Forbidden City, Tarzan e a Cidade Proibida 1938
Tarzan and the Foreign Legion, Tarzan e a Legião Estrangeira 1947
Tarzan and the Madman, Tarzan e o Louco 1964
Tarzan and the Castaways, Tarzan e os Malditos 1965

Aos que puderem ter acesso aos livros, aí estão horas de absoluta diversão.


204ª - O Pastor e a Ovelha

Um Pastor levando sua Ovelha para uma floresta, viu um carvalho de tamanho incomum, cheio de bolotas e esparramando seu capote debaixo dos ramos, subiu na árvore, e sacudiu as bolotas. A Ovelha, comendo as bolotas, desfiando sem perceber, rasgou o capote. O Pastor que desceu, e vendo o que estava acabado, disse: "Oh você, a mais ingrata das criaturas! Você provê lã para fazer roupa para todos os outros homens, mas destrói a minha. Eu que te alimento!".

Moral:

"A ingratidão mais básica é a que prejudica os que nos servem.".

quarta-feira, 3 de março de 2010

203ª - O Pastor e o Mar - Tarzan 1/2

Gaudia principium nostri sunt doloris
Atrás de um gosto, vem um desgosto


Bom dia a todos! A fábula de hoje traz um dos ditos mais repetidos e por isso mesmo, de constantes aparecimentos. O perigo ronda as águas calmas - nem sempre águas - daí, nosso cuidado para não perder tudo. A prosa ESSES OLHOS VIRAM... vai mostrar alguns dizeres sobre Edgar Rice Burroughs e seus escritos. BOA LEITURA e até amanhã.

...Quem foi Tarzan. Seu autor, Edgar Rice Burroughs (1875 – 1950), escreveu uma série de romances - 25 títulos, de 1912 até 1947 -. Seu herói é descendente da nobreza inglesa (Lorde Greystoke III) e único sobrevivente do desastre aéreo - ainda bebê -, quando seus pais pereceram, em pleno Congo Belga. Foi criado por uma macaca e seu grupo, tornando-se o Rei das Selvas.

O autor, creiam-me, nunca pisou em solo africano ou mesmo, conheceu o habitat das feras narradas. Mas com intuição e domínio das palavras, criou em milhões de mentes, o imaginário de aventuras sensacionais. Árabes, turcos, caravanas, mercenários, pigmeus, tesouros perdidos ou achados, feras gigantescas, traição, amizades, amor, frustrações, raptos e seqüestros, enfim, um caldo espetacular. Destes romances tenho uma só dedução: foi o primeiro embate entre meu poder de imaginação e o de outras pessoas. Os filmes e gibis da época, não se comparavam com o Tarzan que andava como o vento pelos cipós da minha mente. Curioso é que nem mesmo a espécie de macacos que o criou está bem definida (‘mangani’ é a denominação do autor – seriam gorilas ou chimpanzés? -). Apenas prevalece dela, suas lealdades, seus desejos, suas invejas e suas finitudes bem definidas. Na posse de um punhal achado entre os destroços do avião de seu pai ou com seu grito cavernoso e terrificante na vitória, este macaco-homem dominou todas as feras, matando-as para se defender ou se alimentar, ao mesmo tempo em que cativava o espírito de aventuras da piazada.

Vale a pena um passeio por estes livros. Aconselho seguir a ordem de criação, pois estão alinhavadas com o desenvolver da trama total.

TO BE CONTINUED




203ª - O Pastor e o Mar

Um Pastor conduziu seu rebanho para alimentá-lo, até perto da costa e vendo o mar que finge estar calmo, quase um espelho, fica com um forte desejo em velejar. Assim ele vende todas suas ovelhas e compra um pequeno barco de carga à velas. Não tinha ido longe quando uma tempestade surgiu e o seu navio foi destruído e a carga toda perdida e com dificuldades, escapou da morte. Não muito depois quando o mar estava novamente tranqüilo e um dos seus amigos surgiu e estava admirando a calma das águas, disse a ele: "Tenha muito cuidado, meu bom companheiro, aquela superfície espelhada que você está olhando, só serve para jogar fora seus valores".

Moral:

"Águas paradas são perigosas!"

terça-feira, 2 de março de 2010

202ª - O Asno Sensato

Asinus balneatoris
Tal como asno, carrega ouro e come palha



Bom dia! A fábula de hoje foca uma virtude rara nos dias de hoje: a sensatez. A historieta mostra que ela pode provir do mais judiado dos animais. É prova cabal que basta um pequeno esforço de compreensão das coisas, para definirmos melhor nossas atitudes. BOA LEITURA e até amanhã...


202ª - O Asno Sensato

Um Velho Camarada, em tempo de guerra, estava conduzindo o seu Asno para alimentá-lo em um prado verde, quando foi avisado do súbito avanço do inimigo. Tentou todos os meios ao seu alcance para apressar o Asno, tentando-o por a correr, mas em vão. "O inimigo está perto!", disse ele. "E o que fará o inimigo?" perguntou o Asno, concluindo. "Eles porão um par de mochilas nas minhas costas ao invés de uma?” - ” Não,” respondeu o Homem; "não há nenhum temor quanto a isto”. "Por quê apressar então?“ respondeu o Asno, “não me mexerei uma polegada. Nasci escravo e meu maior inimigo, é aquele que me dá mais para carregar!".

segunda-feira, 1 de março de 2010

201ª - Os Viajantes do Litoral Oceânico


Vivere militare est
Viver é lutar



Bom início de semana! A fábula de hoje bem que lembra os escritos de Edgar Rice Burroughs, nos romances de Tarzan. A moral é muito profunda e diz bem como nossa pequena visão antecipada pode distorcer a realidade. Amanhã tem mais, até lá...



201ª - Os Viajantes do Litoral Oceânico


Alguns viajantes seguiam uma rota ao longo do litoral oceânico, bem à borda de um alto precipício e por isso, local apropriado para examinar o mar. Dali viram o que pensaram ser um grande navio, bem ao longe e ficaram na esperança de vê-lo entrar no porto. Mas como o objeto que olhavam, foi empurrado pelo vento mais para perto da costa, acharam que pudesse ser no máximo um barco pequeno e não um navio. Porém, quando chegaram à praia, descobriram que era apenas um grande feixe de varas. Um deles disse então aos seus companheiros: "Esperamos por algo grande, sem nenhum propósito, para no fim das contas, não ter mais que um feixe de varas!”.


Moral:


"Nossas simples antevisões de vida, são mais que a realidade.".